Cooperativismo financeiro, por Marcelo Correa

Cooperativismo financeiro, por Marcelo Correa

As Cooperativas Financeiras apresentam atualmente, um crescimento médio anual que supera o crescimento dos bancos convencionais no país. Mesmo em tempos de crise, as cooperativas de crédito seguem em ritmo acelerado de crescimento

A Cooperação, no sentido da união de forças em torno de objetivos comuns, para o enfrentamento de dificuldades coletivas, faz parte da história da humanidade, praticada desde os tempos mais remotos, considerando que o homem é um ser social, vive em grupos, em sociedade.

O Cooperativismo moderno, formalizado, surgiu na Inglaterra em 1844, com a constituição da primeira cooperativa, na área de consumo (armazém, mercado coletivo), para atender às necessidades dos trabalhadores, que passavam por dificuldades, na época da Revolução Industrial.

Em 1848, na Alemanha, surge a primeira Cooperativa de Crédito, pela iniciativa de Friedrich Wilhelm Raiffeisen, através de uma Cooperativa de Crédito Rural, para atender às necessidades financeiras dos agricultores. Esse modelo foi trazido inicialmente para o Brasil, através do padre suíço Theodor Amstad, que em 1902 fundou a primeira Cooperativa de Crédito do Brasil e da América Latina, em Nova Petrópolis – RS.

Hoje o Cooperativismo Financeiro possui mais de 217 milhões de associados no mundo, sendo que nos Estados Unidos já são mais de 100 milhões de associados. No Brasil, já são mais de 8 milhões de associados e mais de 5.000 pontos de atendimento, sendo o 6º maior conglomerado financeiro, dentro do Sistema Financeiro Nacional, e vem ampliando cada vez mais a sua atuação, inclusive nos grandes centros urbanos do país.

As Instituições Financeiras Cooperativas oferecem aos seus clientes/associados, um diversificado portfólio de produtos e serviços financeiros, como Conta Corrente, Cheque Especial, Empréstimos, Financiamentos, Cartões de Crédito e Débito, Aplicações Financeiras, Seguros, Consórcios, Planos de Previdência e demais produtos e serviços similares aos ofertados pelos bancos em geral, porém, com menores custos e com o grande diferencial da sua natureza cooperativa.

Além das características já citadas, destacamos abaixo, mais algumas particularidades das Cooperativas Financeiras:

1. Taxas de juros e tarifas de serviços com preços mais justos, no comparativo com as demais Instituições Financeiras do mercado;

2. Excelência e personalização no atendimento, pois os clientes são donos e usuários do negócio (sócios, associados);

3. Solidez e garantia da organização sistêmica em âmbito nacional, organizadas em Sistemas de Cooperativas de Crédito, compostos por cooperativas singulares (1º grau), centrais (2º grau) e confederações (3º grau); contando inclusive, com um Fundo Garantidor para o Cooperativismo Financeiro Nacional, o FGCOOP;

4. A Cooperativa retém em aplica os recursos no local onde está inserida, contribuindo para o Desenvolvimento Local Sustentável;

5. Na Cooperativa Financeira, o associado participa nas decisões e também nos resultados, nos lucros (sobras), que retornam para os donos do negócio (clientes/sócios), proporcionalmente às operações por eles realizadas;

6. As Instituições Financeiras Cooperativas são fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil – BCB (BACEN), através de Resoluções emitidas pelo Conselho Monetário Nacional – CMN. Além disso, as instituições são supervisionadas, fiscalizadas e auditadas, pelas Cooperativas Centrais de Crédito, pelas Auditorias Interna e Externa e por seus respectivos Conselhos Fiscais.

7. Oferecem serviços de educação financeira cooperativa para os seus associados e para a comunidade onde está inserida, além de investir em projetos sociais e ambientais.

As Cooperativas Financeiras apresentam atualmente, um crescimento médio anual que supera o crescimento dos bancos convencionais no país. Mesmo em tempos de crise, as cooperativas de crédito seguem em ritmo acelerado de crescimento.

Vale a pena conhecer e se associar a essa ideia, que vem crescendo cada vez mais dentro do Sistema Financeiro Nacional, gerando valor, resultados econômicos e sociais para milhões de pessoas no Brasil.

Fonte: Administradores.com.br – Por Marcelo Correa